
Por gerações, o Sonho Americano carregou muitos significados — oportunidade, liberdade, mobilidade social. Mas mesmo com mudanças no estilo de vida e com as pressões econômicas aumentando, um símbolo permanece surpreendentemente estável: ter a casa própria. De acordo com novos dados do Coldwell Banker 2025 American Dream Report, 85% dos americanos acreditam que a casa própria ainda faz parte essencial do Sonho Americano. Esse resultado poderoso revela não apenas o que as pessoas pensam hoje, mas também o quanto a ideia de ter um lar é profunda do ponto de vista pessoal e cultural.
Os custos de moradia estão mais altos, as taxas de juros mudaram e o mercado pode parecer cada vez mais inacessível. Ainda assim, apesar desses desafios, a grande maioria dos americanos continua enxergando a casa própria como um marco definidor — algo que representa estabilidade, segurança, orgulho e uma base para outros objetivos importantes. Mesmo as gerações mais jovens, que enfrentam as maiores barreiras financeiras, afirmam em grande parte que planejam comprar uma casa algum dia.
Uma casa é mais do que paredes e telhado. É um lugar para criar raízes, celebrar conquistas e construir memórias. A pesquisa mostra que muitos americanos veem a casa própria como o ponto de partida para outras decisões importantes da vida — como casar, ter filhos ou mudar de carreira.
65% dos americanos acreditam que comprar uma casa é uma decisão financeira mais inteligente do que alugar. Quase metade (48%) vê o investimento imobiliário como uma estratégia de construção de patrimônio mais poderosa do que investir no mercado financeiro. Para muitos, ter um imóvel ainda parece a forma mais prática e confiável de criar riqueza geracional.
Alugar vem acompanhado de regras, limites e incertezas. Ter uma casa dá às pessoas controle — sobre seu espaço, seus pagamentos e seu futuro. Isso representa autonomia, um valor profundamente ligado à identidade americana.
Mesmo com os maiores desafios, Geração Z e Millennials são os mais otimistas: 70% da Geração Z que deseja comprar uma casa pretende fazê-lo nos próximos cinco anos. 72% dos Millennials dizem o mesmo. O caminho pode ser diferente — casas menores, mercados alternativos, compra compartilhada ou imóveis para reformar — mas o desejo é tão forte quanto era décadas atrás.
O que vemos não é o fim do Sonho Americano, mas uma evolução dele. Os compradores de hoje estão mais estratégicos, mais abertos a soluções criativas e mais focados em valor de longo prazo do que em sacrifícios imediatos. Apesar dos desafios, a esperança permanece. Os americanos continuam enxergando a casa própria como muito mais do que um objetivo financeiro — é um símbolo de independência, pertencimento e liberdade para construir o futuro que desejam. À medida que o mercado evolui e novas gerações chegam à vida adulta, uma coisa fica clara: a ideia de “lar” continua no centro das aspirações americanas.