
Sabe-se que a Biscayne Bay é uma área valorizada ao redor do Museum Park e Edgewater em Miami. Esse trecho vem chamando mais atenção de potenciais proprietários principalmente devido à intervenção e investimentos de algumas companhias de arquitetura e do setor imobiliário na região. Atualmente existe um projeto em andamento que visa ampliar a oferta e desenvolver um espaço que traga conforto e, principalmente conecte as pessoas dos espaços privados aos espaços públicos e urbanos da cidade.
A Universidade e Escola de Arquitetura de Miami criou um estudo em que ambiciosamente prevê uma passagem chamada Linha Biscayne que pretende unir sete milhas ao longo da costa ocidental da Biscayne Bay a partir da Julia Tuttle ao Rickenbacker Causeway e cinco milhas do Rio de Miami. O objetivo do projeto é criar calçadas internas e passarelas que levem às pessoas a usufruir dos parques públicos que encontram-se, em sua maioria, cercados por espaços privados e inacessíveis.
A região da Biscayne Bay é hoje uma das melhores áreas de Miami quando o assunto são espaços arborizados ideais para caminhadas, ciclismo e outras atividades ao ar livre. O trecho conecta os bairros do norte até o centro e, justamente por sua abrangência ser significativa, que o projeto é tão grandioso e propõe reformular os padrões vigentes. Na realidade existe uma lei desde 1979 que obriga que a cada nova construção, uma área de terra seja de acesso público ao longo da orla, porém, esse novo projeto pretende expandir ainda mais esses espaços, propiciando o livre fluxo de pessoas entre uma área e outra.
Os alunos da universidade e desenvolvedores desse projeto estão participando ativamente com novas propostas que ajudem a consolidar efetivamente essas ideias, fazendo com que saiam do papel. A empresa The Related Group está apostando na ideia através do financiamento do projeto.
Os diretores da empresa acreditam que esse projeto irá valorizar ainda mais a cidade como um todo, oferecendo mais infraestrutura e conectando espaços públicos antes afastados. “Nós temos uma geografia privilegiada em Biscayne Bay com baías e conexões com a água. A lógica diz que devemos aproveitá-la e não nos afastarmos dela, portanto, não conectá-la seria um desperdício”, comenta Bernardo Fort-Brescia, arquiteto da Arquitectonica envolvido no projeto.